Há 35 anos
Oposição Democrática

O dr. Álvaro Seiça Neves usando da palavra
na abertura do Congresso
A carga da Polícia de Choque sobre a manifestação
Extracto da declaração final
do 3º Congresso da Oposição Democrática
(...)
0 agravamento das contradições internas do regime e a limitação da sua base política de apoio tem levado o Governo, como resposta a essa agudização, a acentuar a escalada repressiva em todos os aspectos e sectores da vida nacional, criando uma situação em que para se ser acusado de subversão e receber os golpes de um poder que não conhece limites, é suficiente tomar consciência dos problemas do país e legitimamente procurar-lhes caminhos de solução.
4) – Perante este quadro, que foi pormenorizadamente analisado por cerca de duas centenas de teses e comunicações e em vinte e cinca longas e largamente participadas sessões de trabalho, os democratas presentes no III Congresso da Oposição Democrática concluem que os objectivos imediatos, possíveis de atingir através da acção unida das forças democráticas, são:
- Fim da guerra colonial;
- Luta contra o poder absoluto do capital monopolista;
- Conquista das liberdades democráticas.
(...)

4 comments:
Um dos não-fardados que exactamente neste instante se preparavam para começar a correr mas mesmo assim ainda apanharem duas ou três bordoadas nas costas... sou eu, com vinte anos, a tomar consciência, pelo "método de choque", da realidade política que havia tão pouco tempo tinha começado a contar e cantar.
Estou, por um lado, a recordar toda a aventura que foi conseguir chegar a Aveiro, enganando as barreiras de polícia com o trunfo de conhecer de cor e salteado o nome das povoações entre Aveiro e a aldeia onde moravam familiares e estar portanto "em casa" e não ser um dos forasteiros do reviralho e ao mesmo tempo, estou a fazer um esforço do caneco para me lembrar de alguma cara que fosse minimamente parecida com a do jovem Marcelo Rebelo de Sousa... e não consigo!...
Talvez não esteja a esforçar-me o suficiente!...
Esta "angústia" é compensada com os privilégios de:
1. Ter lá estado.
2. Ouvir o Zeca a cantar "O que faz falta", que viria a gravar no disco que saíu a seguir, em 74.
3. Ser um dos privilegiados que viram a cena dos cães-polícia de Lisboa, que quando tiveram ordem para atacar, atacaram e morderam os primeiros humanos que apanharam e não conheciam de lado nenhum, na ocasião... os "polícias-cães" de Aveiro, cena que quando foi relatada no "Avenida" minutos depois, fez nascer a frase "os cães mordem-se uns aos outros", que fez abanar de riso o cine-teatro.
Obrigado pela recordação!
Abraço.
Depois de ver a fotografia da policia,de me lembrar como eram aqueles tempos,de ler o post do Samuel,pensei para comigo como é que é possível que alguns venham agora falar que no momento em que vivemos estamos a um passo do FASCISMO,que está a surgir uma nova PIDE.Ontem até um deputado do PSD disse na AR que a democracia estava em agonia.
Tanto caminho andado e outro tanto por fazer.
http://bichos-carpinteiros.blogspot.com/2008/04/medeiros-pereira-no-iii-congresso-da.html
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